
Há alguns dias, lendo pela internet, vi que o autor Davi Levy fez previsões que por volta do ano de 2060 já seria comum o ser humano se envolver sexualmente com robôs, tudo detalhado e explicado em seu recém lançado livro "Sexo com os Robôs: a Evolução das Relações entre Humanos e Robôs".
Depois de a história ganhar jornais e sites de todo o mundo, tirei uns minutos para pensar no atrito de idéias que tal informação provocou. Chamou-me bastante atenção, as divisões daqueles que ignoram a idéia por completo, e aqueles que cogitariam o uso de um “aparelho para o sexo”.
Uma discussão desse tipo envolve muitas variáveis, muitos lembram de sentimentos, de amor, coisas que para muitos são indispensáveis para um “bom sexo”. Mas o próprio autor ressalta que, para uma relação com tais sentimentos, é melhor utilizar um parceiro humano. O propósito do andróide seria outro.
Esses robôs seriam parecidos com nossos atuais bonecos de silicone, mas cheios de funções para não ficarem estáticos, semelhantes a “cadáveres sorridentes”, uma reclamação dos bonecos atuais. As possibilidades seriam infinitas (tendo em vista a imaginação fértil do ser humano para tal fim), imagine as situações: você chega em casa cansado (ou cansada, claro! Já que haverão bonecos também!) do trabalho e algo que poderia te ajudar a relaxar seria uma relaxante(!) sessão de kama Sutra. Você poderia gostar de determinada atriz da indústria pornô e simplesmente fazer o download do “estilo da moça” e instalar na sua boneca, da mesma forma que colocamos uma música para tocar no Winamp.
O autor ainda anuncia que tais bonecos poderiam ajudar casais que vivem viajando a se manterem fieis, na forma que bastaria um deles utilizar uma roupa especial, algo como uma roupa de mergulhador, com alto nível de sensibilidade, e todas as carícias recebidas pela boneca (o) seriam enviadas para essa roupa.
Esse assunto pode acarretar horas de discussões e risadas, alguns odiando, outros mais abertos para essas possibilidades. Mas é algo que está entrando em nosso cotidiano, a interface homem-máquina só tende a se expandir para os mais variados níveis de interação, isso é o futuro e o sexo apenas uma pequena fração do todo cibernético.
Para aqueles que consideram isso a decadência ser humano, não espere cinqüenta anos, feche os olhos agora mesmo e nunca entre em um sex-shop.
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